Yearbook for Traditional Music, 26, 1994
Linda Fujie
Jane Freeman Moulin
Abstract: O Carnaval Pernambucano e as suas Organizacoes: Musica como Expressao de Hierarquias e Poder no Brasil. O carnaval pernambucano e, sem duvida, um dos carnavais mais expressivos de toda a America Latina. Recife e Olinda sao os centros de um carnaval, que de maneira propria e manifestacao viva do historico legado multicultural da regiao. Diferentemente dos carnavais do Rio de Janeiro ou da Bahia, os centros historicos de Recife e de Olinda transformam-se em palcos para as mais diversas performances musicais, coreograficas e dramaticas, realizadas por centenas de agremiacoes carnavalescas. A Federacao Carnavalesca de Pernambuco distingue 11 categorias de agremiacoes carnavalescas no Estado: (1) clubes de frevo, (2) clubes de bonecos, (3) trocas, (4) blocos carnavalescos, (5) caboclinhos, (6) tribo de indios, (7) maracatu de baque virado, (8) maracatu de baque solto, (9) ursos, ou "La Ursa", (10) boi de carnaval e (11) escolas de samba. Paralelamente a atuacao destas instituicaes populares, profundamente enraizadas nos varios segmentos da populacao local, o carnaval pernambucano e determinado pela acao das entidades oficiais ligadas aos setores publicos, estaduais e municipais. Destacam-se aqui a Federacao Carnavalesca de Pernambuco, a Fundacao de Cultura da Cidade do Recife e a Fundarpe (a fundacao de cultura do Estado). O presente estudo toma como ponto de partida as varias maneiras de acao interativa entre os dois tipos de organizacao formal no carnaval pernambucano, as agremiacoes de um lado, as entidades oficiais do outro. A analise revela, que a troca do cotidiano pelo extra-ordinario, com a "inversao carnavalesca" da ordem social, pode ser observada na atuacao de muitas agremiacoes, sendo que, no entanto, a forca das entidades oficiais provoca uma segunda inversao, reajustando novamente as hierarquias sociais, da maneira como tem validade no cotidiano. O autor agradece o apoio que recebe desde 1987 dos membros das mais diversas agremiacoes carnavalescas e entidades oficiais para realizar a sua documentacao do carnaval pernambucano. Sendo impossivel mencionar a todos, salientam-se os carnavalescos Lourenco Lira Molla, Edmar Lopes, Jose Ataide, o pesquisador Mario Souto Maior e o prefeito de Olinda, Germano Coelho.
Abstract: O Carnaval Pernambucano e as suas Organizações: Música como Expressão de Hierarquias e Poder no Brasil. O carnaval pernambucano é, sem dúvida, um dos carnavais mais expressivos de toda a América Latina. Recife e Olinda são os centros de um carnaval, que de maneira própria é manifestação viva do histórico legado multicultural da região. Diferentemente dos carnavais do Rio de Janeiro ou da Bahia, os centros históricos de Recife e de Olinda transformam-se em palcos para as mais diversas performances musicais, coreográficas e dramáticas, realizadas por centenas de agremiações carnavalescas. A Federação Carnavalesca de Pernambuco distingue 11 categorias de agremiações carnavalescas no Estado: (1) clubes de frevo, (2) clubes de bonecos, (3) troças, (4) blocos carnavalescos, (5) caboclinhos, (6) tribo de índios, (7) maracatu de baque virado, (8) maracatu de baque solto, (9) ursos, ou "La Ursa", (10) boi de carnaval e (11) escolas de samba. Paralelamente a atuação destas instituiçães populares, profundamente enraizadas nos vários segmentos da população local, o carnaval pernambucano é determinado pela ação das entidades oficiais ligadas aos setores públicos, estaduais e municipais. Destacam-se aqui a Federação Carnavalesca de Pernambuco, a Fundação de Cultura da Cidade do Recife e a Fundarpe (a fundação de cultura do Estado). O presente estudo toma como ponto de partida as várias maneiras de ação interativa entre os dois tipos de organização formal no carnaval pernambucano, as agremiações de um lado, as entidades oficiais do outro. A análise revela, que a troca do cotidiano pelo extra-ordinário, com a "inversão carnavalesca" da ordem social, pode ser observada na atuação de muitas agremiações, sendo que, no entanto, a força das entidades oficiais provoca uma segunda inversão, reajustando novamente as hierarquias sociais, da maneira como têm validade no cotidiano. O autor agradece o apoio que recebe desde 1987 dos membros das mais diversas agremiações carnavalescas e entidades oficiais para realizar a sua documentação do carnaval pernambucano. Sendo impossível mencionar a todos, salientam-se os carnavalescos Lourenço Lira Molla, Edmar Lopes, José Ataíde, o pesquisador Mário Souto Maior e o prefeito de Olinda, Germano Coelho.
Tiago de Oliveira Pinto
Josep Marti i Perez, Josep Martí i Pérez
Martin Boiko
Tullia Magrini
Abstract: Summary in Italian. Questo articolo e dedicato ad uno dei piu rilevanti episodi della ricerca antropologica italiana, che si caratterizza per la scelta, abbastanza insolita in questa disciplina, di porre al centro dell'indagine fenomeni musicali. Gli studi che Ernesto De Martino (1908-65) dedica nel corso degli anni Cinquanta a due importanti fenomeni musicali dell'Italia meridionale (il lamento funebre e il tarantismo) sono di estremo interesse non solo per il loro rilievo storico -- si sviluppano nello stesso periodo in cui appaiono i primi lavori di David McAllester, John Blacking e Alan Merriam -, ma soprattutto per l'originalita dell'approccio che propongono, maturato all'interno di una ricerca di matrice filosofica e rivolto verso la realta socio-culturale delle aree economicamente piu arretrate dell'Italia del secondo dopoguerra. Il fondamento della ricerca demartiniana consiste nell'affrontare i fenomeni culturali che osserva -- i riti della morte in Lucania, la terapia musicale-coreutico-cromatica del tarantismo in Puglia -- come prodotti storici elaborati dagli uomini per affrontare questioni esistenziali di base che possono minacciarne il rapporto con la realta. L'attenzione di De Martino per i riti musicali, intesi come modelli di comportamento (fisico, verbale, sonoro) capaci di avviare importanti processi di elaborazione psicologica del lutto o del disagio esistenziale delle tarantate, si arricchisce inoltre di molteplici interessi per l'evoluzione storica dei fenomeni osservati e per la loro rappresentazione nelle diverse epoche ed e accompagnata inoltre da una costante riflessione sul significato ed il valore critico della ricerca antropologica in sintonia con gli sviluppi piu recenti della disciplina.
Abstract: Summary in Italian. Questo articolo è dedicato ad uno dei più rilevanti episodi della ricerca antropologica italiana, che si caratterizza per la scelta, abbastanza insolita in questa disciplina, di porre al centro dell'indagine fenomeni musicali. Gli studi che Ernesto De Martino (1908-65) dedica nel corso degli anni Cinquanta a due importanti fenomeni musicali dell'Italia meridionale (il lamento funebre e il tarantismo) sono di estremo interesse non solo per il loro rilievo storico -- si sviluppano nello stesso periodo in cui appaiono i primi lavori di David McAllester, John Blacking e Alan Merriam -, ma soprattutto per l'originalità dell'approccio che propongono, maturato all'interno di una ricerca di matrice filosofica e rivolto verso la realtà socio-culturale delle aree economicamente più arretrate dell'Italia del secondo dopoguerra. Il fondamento della ricerca demartiniana consiste nell'affrontare i fenomeni culturali che osserva -- i riti della morte in Lucania, la terapia musicale-coreutico-cromatica del tarantismo in Puglia -- come prodotti storici elaborati dagli uomini per affrontare questioni esistenziali di base che possono minacciarne il rapporto con la realtà. L'attenzione di De Martino per i riti musicali, intesi come modelli di comportamento (fisico, verbale, sonoro) capaci di avviare importanti processi di elaborazione psicologica del lutto o del disagio esistenziale delle tarantate, si arricchisce inoltre di molteplici interessi per l'evoluzione storica dei fenomeni osservati e per la loro rappresentazione nelle diverse epoche ed è accompagnata inoltre da una costante riflessione sul significato ed il valore critico della ricerca antropologica in sintonia con gli sviluppi più recenti della disciplina.
V. K. Gorlinski
Yang Mu
----------------, 117-119
Laurent Aubert
Review Author[s]:
Tilman Seebass
----------------, 119-124
Doris Stockmann
Review Author[s]:
Mark Anson-Cartwright, Stephen Blum, Lukas Richter
----------------, 124-126
Bjorn Aksdal, Bjørn Aksdal, Sven Nyhus
Review Author[s]:
Marta Ramsten, Märta Ramsten
----------------, 126-128
Reidar Sevag, Reidar Sevåg, Olav Saeta, Olav Sæta
Review Author[s]:
Bjorn Aksdal, Bjørn Aksdal
----------------, 128-131
Bela Bartok, Béla Bartók, Sandor Kovacs, Sándor Kovács, Ferenc Sebo, Ferenc Sebö
Review Author[s]:
Stephen Erdely
----------------, 132
Amnon Shiloah
Review Author[s]:
Johanna Spector
----------------, 132-136
Philippe Vigreux
Review Author[s]:
Virginia Danielson
----------------, 136-139
Amy Catlin
Review Author[s]:
Giovanni Giuriati
----------------, 139-144
Yang Mu
Review Author[s]:
Daniel Ferguson
----------------, 145-147
Gerald Groemer
Review Author[s]:
Hugh De Ferranti
----------------, 147
C. Andrew Gerstle, William P. Malm, Inobe Kiyoshi
Review Author[s]:
Hugh De Ferranti
----------------, 148
Steven G. Nelson
Review Author[s]:
Hugh De Ferranti
----------------, 148-154
Thomas Turino
Review Author[s]:
Raul R. Romero, Raúl R. Romero
----------------, 154-156
Jocelyn Guilbault
Review Author[s]:
Krister Malm
----------------, 156-161
Steven Loza
Review Author[s]:
T. M. Scruggs
----------------, 161-163
John E. Kaemmer
Review Author[s]:
Marcello Sorce Keller
Review Author[s]:
Irene Loutzaki
----------------, 180-182
Review Author[s]:
Thomas Turino
----------------, 182-184
Nicole Revel-MacDonald, Charles MacDonald, Jose Maceda, José Maceda
Review Author[s]:
Hans Brandeis
----------------, 184-186
Fong Naam
Review Author[s]:
Gretel Schworer-Kohl, Gretel Schwörer-Kohl
----------------, 186-187
Mohammad Rahim Khushnawaz, John Baily
Review Author[s]:
Hiromi Lorraine Sakata
----------------, 187-189
Jean During
Review Author[s]:
Alexander Djumaev
----------------, 189-190
Vincent Dehoux
Review Author[s]:
Maurice Djenda
----------------, 191-192
Wolfgang Laade
Review Author[s]:
Gerd Grupe
----------------, 192
Ted Levin, Ankica Petrovic, Ankica Petrović
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 192
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 192
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 193
Tiago de Oliveira Pinto, International Institute for Traditional Music, Hamburgisches Museum fur Volkerkunde, Hamburgisches Museum für Völkerkunde
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 193
Wolfgang Laade
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 193
Kamalesh Maitra, Kumar Bose, Laura Patchen
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 193
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 193-194
Nandkishor Muley, Fazal Qureshi, Ghulam Haider Joya, Max Peter Baumann, International Institute for Traditional Music, Hamburgisches Museum fur Volkerkunde, Hamburgisches Museum für Völkerkunde
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 194
Dieter Hauer
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 194
Shahmirza Moradi, Shahmirza Morādi, Reza Moradi, Rezā Morādi
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 194
Nick Spitzer
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 194-195
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 195
Goffredo Plastino
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 195
Tiago de Oliveira Pinto, International Institute for Traditional Music
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 195-196
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 196
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 196
Wolfgang Laade
Review Author[s]:
Linda Fujie
----------------, 197-199
Jean During
Review Author[s]:
Hormoz Farhat
----------------, 199-200
Bill Ochs
Review Author[s]:
Micheal O Suilleabhain, Mícheál Ó Súilleabháin